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Selic: Copom decide juros com Ibovespa em queda e inflação persistente

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira para decidir a taxa básica de juros, a Selic, em um cenário marcado por pressões inflacionárias persistentes e instabilidade nos mercados. O Ibovespa acumula quinta queda consecutiva, enquanto o IPCA-15 de abril trouxe sinais preocupantes para a condução da política monetária brasileira.

Ibovespa Registra Quinta Queda Seguida e Acende Alerta

O principal índice da bolsa brasileira fechou em baixa de 0,51%, aos 188.618,69 pontos, com recuo de 960,10 pontos. A sequência negativa é a mais longa desde julho de 2025, quando o índice acumulou sete pregões no vermelho entre os dias 7 e 15 daquele mês.

Apesar da sequência de perdas recente, o Ibovespa ainda mantém desempenho positivo no ano, com alta acumulada de 17,06% em 2026. Nos últimos 12 meses, a valorização chega a 39,99%, demonstrando que o mercado ainda opera em território lucrativo, embora os sinais de alerta estejam ligados.

O dólar comercial apresentou leve baixa de 0,01%, sendo negociado a R$ 4,982. O real mantém liderança entre as moedas emergentes em 2026, com projeções de instituições financeiras apontando para R$ 4,90 em três meses. Os juros futuros (DIs) iniciaram o dia em alta, mas inverteram o movimento e fecharam em queda por toda a curva.

IPCA-15 Abaixo do Esperado Traz Preocupações Qualitativas

O IPCA-15 de abril, prévia da inflação oficial do mês, veio abaixo das expectativas do mercado. Entretanto, analistas econômicos consideram os aspectos qualitativos do indicador mais preocupantes do que o número absoluto sugere.

Segundo Claudia Moreno, economista do C6 Bank, o cenário indica um impacto persistente do conflito no Oriente Médio sobre a inflação brasileira. Com a continuidade da guerra, a tendência é de pressão contínua sobre os combustíveis e os alimentos, dois componentes fundamentais do índice de preços.

Essa dinâmica inflacionária coloca o Copom em posição delicada para a decisão sobre a Selic. A expectativa predominante no mercado é de manutenção da taxa de juros no patamar atual, mas a comunicação do Banco Central sobre os próximos passos será observada com atenção pelos investidores.

Guerra no Oriente Médio Pressiona Petróleo e Inflação Global

O petróleo ultrapassou os US$ 111 por barril, impulsionado por dois fatores principais. O governo dos Estados Unidos manifestou insatisfação com a mais recente proposta iraniana para resolver o bloqueio no Estreito de Ormuz, por onde nenhum navio consegue passar atualmente.

Além disso, os Emirados Árabes anunciaram sua saída da Opep e Opep+ após mais de cinco décadas de participação, adicionando nova camada de incerteza ao mercado de energia global. O presidente norte-americano Donald Trump continua fazendo declarações sobre o tema, mas sem apresentar soluções concretas.

O Banco Mundial projeta que os preços da energia devem subir 24% em 2026, atingindo o nível mais alto desde a invasão da Rússia à Ucrânia há quatro anos. Essa projeção considera o cenário em que as interrupções mais graves causadas pela guerra no Oriente Médio terminem em maio, hipótese que ainda parece plausível, embora incerta.

Federal Reserve e Wall Street em Compasso de Espera

Os principais índices de Wall Street fecharam no vermelho, em movimento considerado esperado pelo mercado. Nesta quarta-feira, o Federal Reserve (Fed) também decide sobre sua taxa de juros, com expectativa de manutenção dos níveis atuais.

Os investidores norte-americanos aguardam principalmente a comunicação do Fed sobre a prolongada situação bélica no Oriente Médio e seus efeitos nos custos de energia e na inflação. Além disso, há especulações sobre o futuro do presidente do Fed ao fim de seu mandato, cenário que adiciona incerteza ao mercado.

O Nasdaq, índice de tecnologia, caiu quase 1%, com ações do setor sob pressão de novas preocupações com inteligência artificial. O momento é especialmente delicado, pois cinco grandes empresas de tecnologia (big techs) divulgarão seus balanços trimestrais entre quarta e quinta-feira.

Vale Recua Antes de Divulgação de Balanço Trimestral

Entre as ações individuais, Vale (VALE3) encerrou o dia com queda de 1,30%. As ações da mineradora seguem inseridas em uma estrutura técnica construtiva, mas passam por um momento de inflexão de preço no curto prazo após recente tentativa de aproximação das máximas.

A divulgação do balanço trimestral da companhia está prevista e será observada com atenção pelo mercado, especialmente considerando o contexto de volatilidade generalizada e o início da temporada de resultados corporativos no Brasil.

Sabatina de Jorge Messias Paralisa Brasília

No cenário político, Brasília para nesta quarta-feira para acompanhar a sabatina de Jorge Messias por uma vaga no Supremo Tribunal Federal. O evento atrai atenção de investidores e analistas, considerando as possíveis implicações para o ambiente institucional brasileiro.

A convergência de eventos importantes – decisão do Copom sobre a Selic, sabatina no STF e continuidade das tensões geopolíticas – cria um cenário de cautela generalizada nos mercados. O investidor brasileiro enfrenta pressões simultâneas na economia, no mercado acionário e na política, sem encontrar respiro em nenhuma frente.

Perspectivas para os Próximos Dias

A quinta-feira será o dia de maior impacto da decisão do Copom sobre a Selic, já que o anúncio ocorre após o fechamento do mercado nesta quarta-feira. O comunicado do Banco Central será dissecado por analistas em busca de sinais sobre a trajetória futura da política monetária diante das pressões inflacionárias persistentes.

Os balanços das grandes empresas de tecnologia nos Estados Unidos também influenciarão o humor dos mercados globais, incluindo o brasileiro. A continuidade ou resolução do conflito no Oriente Médio permanece como fator determinante para a evolução dos preços de energia e, consequentemente, para as perspectivas inflacionárias tanto no Brasil quanto globalmente.

Este artigo é de natureza jornalística e informativa. Não constitui recomendação de investimento. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões financeiras.

Fonte: InfoMoney

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