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Petróleo dispara 5% com bloqueio de Ormuz e tensão EUA-Irã

Os contratos futuros do petróleo registraram forte valorização nesta segunda-feira, 20 de abril, em movimento diretamente relacionado à escalada de tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã. O fechamento do Estreito de Ormuz, retomado pelo país persa, provocou ondas de volatilidade nos mercados globais de energia, enquanto investidores aguardam definições sobre uma possível nova rodada de negociações entre as duas nações.

O petróleo WTI com vencimento para junho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), encerrou o pregão com alta de 5,85%, equivalente a US$ 4,83, cotado a US$ 87,42 o barril. Paralelamente, o Brent para o mesmo mês avançou 5,64%, ou US$ 5,10, atingindo US$ 95,48 o barril na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

Estreito de Ormuz: o gargalo estratégico do petróleo global

O Estreito de Ormuz representa uma das rotas marítimas mais críticas para o comércio mundial de petróleo. O bloqueio desta passagem pelo Irã gerou reações imediatas no mercado internacional, com o Kuwait declarando força maior para o fornecimento de óleo bruto e derivados.

Segundo informações do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), desde o início dos bloqueios americanos em Ormuz, 27 embarcações mudaram de rota ou retornaram a portos iranianos. Esta movimentação evidencia o impacto direto do conflito sobre as cadeias logísticas de energia.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou-se através da Truth Social sobre a situação: “A liderança iraniana forçou centenas de navios em direção aos Estados Unidos, principalmente para o Texas, Louisiana e Alasca, para obter seu petróleo. Muito obrigado!”

Apreensão de navio iraniano eleva temperatura diplomática

A escalada de tensões ganhou novo capítulo quando a Marinha dos Estados Unidos alvejou e apreendeu um navio cargueiro com bandeira iraniana. Segundo Trump, um destróier norte-americano equipado com mísseis guiados ordenou que a embarcação parasse e, diante da recusa, acabou alvejada e apreendida.

Este episódio marca a primeira apreensão de um navio com bandeira do Irã pelas forças americanas no contexto atual de tensões, adicionando complexidade ao já delicado cenário diplomático entre as duas nações.

Negociações no Paquistão: perspectivas divergentes

Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, confirmou que negociadores dos Estados Unidos devem ir ao Paquistão para uma nova rodada de conversas de paz. A delegação americana inclui o vice-presidente JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o conselheiro Jared Kushner.

Entretanto, o Irã não confirmou publicamente sua participação em quaisquer negociações. Segundo o New York Times, Mohammad Bagher Ghalibaf, influente figura política e militar que participou das últimas discussões com os EUA, comparecerá à nova rodada de tratativas apenas se o vice-presidente americano JD Vance também o fizer.

Estas versões conflitantes sobre a realização das negociações mantêm o mercado em estado de alerta, contribuindo para a volatilidade nos preços das commodities energéticas.

Estoques globais caminham para mínimas históricas

Analistas do Citi divulgaram projeções preocupantes sobre o cenário de abastecimento global. Segundo suas estimativas, os estoques mundiais de petróleo bruto e produtos derivados estão prestes a atingir seus níveis mais baixos em oito anos até o final de junho, mesmo que o conflito no Oriente Médio termine ainda esta semana.

Os especialistas calculam que aproximadamente 500 milhões de barris de produção foram perdidos desde o início da guerra. Este número pode aumentar para 900 milhões de barris, mesmo considerando um cenário de reabertura do Estreito de Ormuz nos próximos dias.

Esta perspectiva de escassez prolongada sustenta as expectativas de manutenção de preços elevados para o petróleo nos próximos meses, independentemente dos desdobramentos diplomáticos de curto prazo.

Impactos nos mercados financeiros e em ativos brasileiros

O conflito no Irã produziu efeitos perceptíveis em diversos mercados financeiros desde seu início em 27 de fevereiro. O petróleo WTI acumula valorização de 30,51% no período, passando de US$ 67,02 para US$ 87,42 o barril. O Brent apresenta desempenho similar, com alta de 30,75%, saltando de US$ 72,48 para US$ 95,48 o barril.

No mercado acionário brasileiro, o Ibovespa registra ganho de 3,68% no período, avançando de 188.787 para 195.734 pontos. As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) destacam-se com valorização expressiva de 17,52%, saindo de R$ 39,33 para R$ 46,22.

O índice S&P 500, principal referência do mercado americano, avançou 3,59% no mesmo intervalo, passando de 6.878,88 para 7.126,06 pontos, demonstrando que os mercados globais têm precificado tanto os riscos geopolíticos quanto as oportunidades setoriais decorrentes da crise energética.

Perspectivas para os próximos dias

Os mercados de energia devem permanecer atentos aos desdobramentos das negociações previstas para ocorrer no Paquistão. A confirmação ou não da participação iraniana nas tratativas representará fator determinante para a trajetória dos preços do petróleo nas próximas sessões.

Paralelamente, operadores monitoram a evolução da situação no Estreito de Ormuz, cuja reabertura dependende diretamente dos avanços diplomáticos entre Washington e Teerã. A manutenção do bloqueio por período prolongado pode acelerar o processo de depleção dos estoques globais, conforme alertado pelos analistas do Citi.

A apreensão do navio iraniano adiciona camada de incerteza sobre o apetite de ambas as partes para negociações construtivas, fazendo com que o mercado opere com prêmio de risco elevado até que sinais mais concretos de distensão se materializem.

Este artigo é de natureza jornalística e informativa. Não constitui recomendação de investimento. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões financeiras.

Fonte: InfoMoney

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