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Desconfiança com IA diminui e investidor retoma apetite por techs

O setor de tecnologia voltou ao centro do apetite global por risco e, com ele, a inteligência artificial (IA) recuperou protagonismo nas bolsas internacionais. Após meses de forte volatilidade e questionamentos sobre o retorno dos investimentos bilionários das big techs ao longo de 2025 e nos primeiros meses deste ano, os principais índices acionários de Nova York retomaram a trajetória de alta, com recordes sucessivos e um novo impulso vindo dos resultados corporativos do primeiro trimestre.

Índices Americanos Renovam Máximas Históricas com Rally das Techs

Na última sexta-feira, 24 de abril, os índices americanos renovaram máximas de fechamento, liderados pelo rali das ações de tecnologia. O S&P 500 avançou 0,80%, atingindo 7.165 pontos, enquanto o Nasdaq subiu 1,63%, alcançando 24.836 pontos.

No acumulado da semana, o Nasdaq teve alta de 1,50% e já sobe cerca de 15% em abril, caminhando para seu melhor desempenho mensal desde 2020. O movimento reflete uma rotação de volta para ações de crescimento, sustentada por resultados robustos e pela continuidade do boom de inteligência artificial.

Empresas ligadas à cadeia de semicondutores e infraestrutura digital lideraram os ganhos. A Intel disparou 23,64% em um único pregão após divulgar números acima do esperado e acumula forte valorização no mês.

Nvidia Supera US$ 5 Trilhões em Valor de Mercado

As ações da Nvidia também voltaram a fechar em nível recorde na última sessão, impulsionando novamente o valor de mercado da companhia para acima de US$ 5 trilhões. Esta marca já havia sido atingida em 29 de outubro do ano passado, mas agora vem acompanhada de um novo pico histórico no preço dos papéis.

O índice Philadelphia Semiconductor, que reúne grandes fabricantes de chips, sobe quase 40% desde o ponto mais baixo no fim de março, evidenciando o forte apetite dos investidores por empresas do setor.

Gigantes como Amazon, Meta, Microsoft e Alphabet também registram ganhos expressivos em abril, de mais de dois dígitos. Empresas de memória e armazenamento, como Sandisk e Western Digital, figuram entre os destaques do ano, com altas de cerca de 320% e 140%, respectivamente, impulsionadas pela dificuldade de oferta diante da demanda crescente por capacidade computacional.

Goldman Sachs Projeta Aumento de 12% nos Lucros do S&P 500

Segundo estimativas do Goldman Sachs, os investimentos em inteligência artificial devem contribuir para um aumento de 12% nos lucros por ação do S&P 500 este ano e de 10% em 2027. A instituição prevê que o índice alcance 7.600 pontos até o final do ano, partindo do patamar atual acima de 7.100.

A leitura predominante é de que o mercado passou a reagir menos à narrativa e mais à entrega concreta de resultados. A temporada de balanços, que teve início na última semana, trouxe evidências concretas de monetização parcial da IA, especialmente em cloud e chips, reduzindo o receio de que os investimentos bilionários não gerariam retorno no curto prazo.

Mercado Prioriza Execução e Resultados Frente à Narrativa

“Acredito que [a desconfiança em torno da IA] não acabou, mas perdeu um certo protagonismo no curto prazo. O mercado voltou a priorizar execução e entrega de resultado frente ao ciclo massivo de investimento, e não apenas narrativa”, afirma Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos.

“O setor de tecnologia voltou a liderar o movimento recente das bolsas globais, especialmente Nasdaq e S&P 500, impulsionado por expectativas de resultados e pela centralidade estrutural da IA”, completa o analista.

Esse novo fôlego ocorre após um período de desconfiança que marcou o início do ano. Investidores vinham questionando o volume de gastos das big techs, estimado em mais de US$ 600 bilhões em 2026, e a capacidade de geração de retorno desses aportes.

Paradoxo Entre Transformação Rápida e Retorno de Longo Prazo

Ao mesmo tempo, o mercado temia o impacto disruptivo da IA sobre diversos modelos de negócio, criando um paradoxo: ou a tecnologia transformaria rapidamente a economia, exigindo resultados imediatos, ou levaria mais tempo para gerar lucro, o que colocaria em dúvida a magnitude atual dos investimentos.

Lima observa, contudo, que as dúvidas sobre a tese não desapareceram completamente. As empresas de tecnologia precisam continuar demonstrando capacidade de converter os altos investimentos em inteligência artificial em receitas concretas e crescimento sustentável de lucros.

Expectativas para os Próximos Trimestres

A continuidade do rali das ações de tecnologia dependerá da capacidade das empresas em manter a entrega de resultados robustos nos próximos trimestres. Com a temporada de balanços em andamento, investidores seguem atentos aos números de receita, margens de lucro e orientações futuras das companhias do setor.

O desempenho das empresas de semicondutores será especialmente observado, dado o papel fundamental desses componentes na infraestrutura necessária para o desenvolvimento e implementação de soluções de inteligência artificial em larga escala. A demanda por capacidade computacional permanece elevada, beneficiando toda a cadeia produtiva do setor.

Este artigo é de natureza jornalística e informativa. Não constitui recomendação de investimento. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões financeiras.

Fonte: Exame

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