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Binance apoia operação internacional contra golpes cripto

A Binance, maior exchange de criptomoedas do mundo em volume de negociação e número de usuários, participou de uma operação internacional de combate a golpes com criptomoedas que resultou na identificação de mais de 20 mil vítimas e no bloqueio de US$ 12 milhões em recursos de origem ilícita. A iniciativa reforça a crescente colaboração entre instituições financeiras digitais e agências governamentais no combate ao crime cibernético.

A ação, denominada Operation Atlantic, foi coordenada pela National Crime Agency (NCA) do Reino Unido, em conjunto com o Serviço Secreto dos Estados Unidos, a Polícia da Província de Ontário e a Comissão de Valores Mobiliários de Ontário. A colaboração envolveu entidades do setor privado e agências de segurança de três países, demonstrando o alcance global das fraudes com ativos digitais.

O que é phishing por aprovação em criptomoedas

O foco principal da Operation Atlantic foi combater golpes de phishing por aprovação, uma modalidade de fraude que tem crescido significativamente no mercado de criptomoedas. Esse tipo de ataque ocorre quando criminosos enganam vítimas para que concedam acesso às suas carteiras digitais, geralmente sob o pretexto de oportunidades de investimento atraentes.

A técnica tem avançado no Brasil e em outros mercados emergentes de criptoativos. Os golpistas utilizam sites fraudulentos, mensagens falsas e engenharia social para convencer usuários a aprovar transações que, na prática, transferem o controle de seus fundos para carteiras controladas pelos criminosos.

Uma vez obtida a aprovação, os fraudadores conseguem movimentar livremente os recursos das vítimas sem necessidade de senhas adicionais. A natureza irreversível das transações blockchain torna esse tipo de golpe particularmente prejudicial, já que raramente é possível recuperar os fundos após a transferência.

Atuação da Binance na operação internacional

Diretamente da sede da NCA em Londres, a equipe de Investigações Especiais da Binance forneceu suporte investigativo crucial para o sucesso da operação. O trabalho incluiu triagem de contas em tempo real e fornecimento de inteligência proativa sobre esquemas fraudulentos em andamento.

A ação concentrou-se na identificação de vítimas localizadas no Reino Unido, Canadá e Estados Unidos. O bloqueio de mais de US$ 12 milhões em valores suspeitos de origem criminosa representa um golpe significativo nas operações de grupos especializados em fraudes com criptomoedas.

Além da triagem de potenciais vítimas, a equipe da exchange realizou análises de inteligência sobre possíveis agentes criminosos, apoiando diretamente os esforços de apreensão de criptoativos pelas autoridades. Pesquisas proativas conduzidas durante a operação identificaram sites fraudulentos que permaneciam ativos durante o período da ação.

Um detalhe importante é que nenhum valor foi apreendido ou congelado em contas da própria Binance. Os recursos de origem criminosa estavam localizados fora da plataforma, o que evidencia a natureza descentralizada dessas operações fraudulentas e a necessidade de colaboração interinstitucional para rastreá-los.

Declarações das autoridades envolvidas

Miles Bonfield, vice-diretor de Investigações da NCA, destacou em comunicado oficial a importância da colaboração internacional. “A Operation Atlantic é um exemplo poderoso do que pode ser alcançado quando agências internacionais e o setor privado trabalham lado a lado”, afirmou Bonfield.

Segundo o executivo, a ação intensiva resultou na proteção de milhares de vítimas no Reino Unido e no exterior, interrompendo simultaneamente a atuação de grupos criminosos e prevenindo que outras pessoas perdessem seus recursos. Bonfield enfatizou que os fraudadores operam globalmente e que a NCA continuará combatendo essas ameaças em parceria com agências internacionais.

Flavio Tonon, assessor regional sênior da Binance para a região EMEA, classificou o phishing por aprovação como um dos tipos de golpe mais prejudiciais para usuários de criptoativos atualmente. “A Operation Atlantic comprova como o combate ao crime pode ser eficaz quando parceiros públicos e privados atuam em conjunto para interromper fraudes na origem”, declarou Tonon.

O executivo destacou que a transparência inerente da tecnologia blockchain dificulta que criminosos permaneçam ocultos por muito tempo enquanto exploram vítimas, tornando possível rastrear movimentações suspeitas com maior eficiência do que em sistemas financeiros tradicionais.

Números da colaboração da Binance com autoridades

A participação na Operation Atlantic reflete um esforço mais amplo da Binance em colaborar com autoridades de segurança globalmente. Em 2025, a exchange atendeu a mais de 71 mil solicitações de autoridades em diferentes jurisdições, demonstrando o volume crescente de investigações envolvendo criptoativos.

Além das solicitações atendidas, a plataforma auxiliou na apreensão de mais de US$ 131 milhões em fundos ilícitos ao longo deste ano. Esses números evidenciam tanto a escala do problema quanto o papel crescente das exchanges centralizadas no combate ao uso criminoso de criptomoedas.

A colaboração estreita entre exchanges e autoridades representa uma mudança significativa no ecossistema cripto. Historicamente associadas à descentralização e ao anonimato, as principais plataformas de negociação de criptoativos têm investido progressivamente em compliance e cooperação com reguladores.

Desafios e tendências no combate a fraudes cripto

A Operation Atlantic ilustra os desafios únicos do combate ao crime no universo das criptomoedas. A natureza transfronteiriça dos ativos digitais exige coordenação entre múltiplas jurisdições, cada uma com suas próprias regulamentações e capacidades investigativas.

A transparência da blockchain, frequentemente citada como vantagem para rastreamento de fundos ilícitos, precisa ser combinada com ferramentas analíticas sofisticadas e cooperação institucional. Criminosos utilizam técnicas de ofuscação, mixers e múltiplas transferências entre carteiras para dificultar o rastreamento.

O crescimento dos golpes de phishing por aprovação reflete a evolução das táticas criminosas à medida que o mercado de criptomoedas amadurece. Diferentemente de hacks técnicos complexos, esses golpes exploram vulnerabilidades humanas através de engenharia social, tornando-os acessíveis a um número maior de criminosos.

A identificação de sites fraudulentos ativos durante a operação sublinha a necessidade de ações preventivas contínuas. Além de rastrear e recuperar fundos roubados, autoridades e plataformas precisam investir em educação de usuários e sistemas de alerta precoce para fraudes.

Perspectivas para segurança no mercado cripto

A Binance declarou que seguirá colaborando com autoridades de segurança em todo o mundo para proteger o ecossistema blockchain contra agentes mal-intencionados e garantir um ambiente seguro no mercado de ativos digitais. A iniciativa busca equilibrar segurança com a inovação característica do setor.

Espera-se que operações coordenadas como a Atlantic se tornem mais frequentes à medida que reguladores desenvolvem capacidades específicas para investigações envolvendo criptomoedas. A cooperação internacional será fundamental, considerando que fraudadores exploram diferenças regulatórias entre países.

Para o mercado brasileiro, onde golpes com criptomoedas têm crescido significativamente, a experiência internacional oferece lições valiosas. Autoridades locais podem se beneficiar de protocolos de colaboração semelhantes com exchanges e agências estrangeiras para combater esquemas que frequentemente têm ramificações globais.

Este artigo é de natureza jornalística e informativa. Não constitui recomendação de investimento. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões financeiras.

Fonte: Livecoins

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