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Taxas dos DIs Sobem Mais de 20 Pontos-Base com Guerra EUA-Irã

As taxas dos DIs registraram altas expressivas nesta quinta-feira, com ganhos superiores a 20 pontos-base em diversos vencimentos. A pressão sobre os juros futuros reflete a incerteza persistente em torno das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, após declarações contraditórias de autoridades dos dois países sobre a possibilidade de um acordo.

Movimentação das Taxas dos DIs ao Longo do Pregão

No fechamento da sessão, a taxa do DI para janeiro de 2028 registrou 13,685% ao ano, representando elevação de 26 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 13,426%. A pressão alcançou também a ponta longa da curva a termo, onde o DI para janeiro de 2035 encerrou em 13,645%, com alta de 18 pontos-base ante o ajuste de 13,47% da véspera.

As taxas subiram em toda a extensão da curva a termo, incluindo os vencimentos mais curtos. O movimento reflete não apenas as tensões geopolíticas, mas também o reposicionamento dos investidores quanto às expectativas para a política monetária doméstica.

Tensões Geopolíticas Elevam Percepção de Risco

O principal catalisador da volatilidade foi a falta de clareza sobre o atual estágio das negociações entre Washington e Teerã. Embora o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha suspendido por tempo indeterminado os ataques ao Irã, o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz seguiu comprometido nesta quinta-feira.

Trump fez o que parecia ser um anúncio unilateral na terça-feira, afirmando que os Estados Unidos estenderiam o cessar-fogo até que tivessem discutido uma proposta iraniana nas negociações de paz. No entanto, autoridades do Irã não confirmaram ter concordado com qualquer extensão da trégua, gerando incertezas adicionais sobre a durabilidade do acordo.

No período vespertino, as tensões se intensificaram. Trump declarou que um acordo com o Irã só será firmado quando for “apropriado e bom” para os Estados Unidos. Em resposta, o presidente do Irã afirmou na rede X que o “agressor” se arrependerá. Ainda durante a tarde, surgiram notícias sobre a ativação de defesas aéreas no Irã, apesar do cessar-fogo anunciado.

Impactos nos Mercados Globais e Treasuries

As taxas dos DIs exibiram altas desde o início do pregão no Brasil, mesmo com os Treasuries se mantendo relativamente acomodados no exterior durante a manhã. Entretanto, à tarde, a pressão sobre os títulos americanos aumentou significativamente.

Na esteira do noticiário sobre as tensões entre EUA e Irã, os rendimentos dos Treasuries ganharam força, assim como o dólar ante outras divisas. O movimento provocou aceleração nas taxas dos DIs, que atingiram as máximas da sessão. Às 14h18, a taxa do DI para janeiro de 2035 alcançou o pico de 13,695%, representando alta de 23 pontos-base em relação ao ajuste da véspera.

No fechamento do pregão, às 16h33, o rendimento do Treasury de dez anos – referência global para decisões de investimento – subia 3 pontos-base, cotado a 4,325%.

Expectativas para a Decisão do Copom sobre a Selic

A movimentação no mercado de juros futuros também reflete o reposicionamento dos investidores quanto às expectativas para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Com a elevação das taxas em toda a curva, incluindo os vencimentos curtos, o mercado reforçou as apostas de que a autoridade monetária optará por um corte menor na taxa básica Selic.

Atualmente em 14,75% ao ano, a Selic deve ser reduzida em apenas 25 pontos-base na próxima semana, segundo as projeções reforçadas pelos movimentos do mercado. A cautela do Banco Central reflete preocupações com a persistência inflacionária e os efeitos das tensões geopolíticas sobre os preços de commodities, especialmente o petróleo.

Governo Anuncia Medidas para Combustíveis

Para conter os efeitos da alta do petróleo sobre os preços de combustíveis no Brasil, o Ministério da Fazenda informou que o governo federal anunciaria nesta quinta-feira uma medida de redução de alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre a gasolina. A iniciativa busca mitigar os impactos inflacionários decorrentes da volatilidade nos mercados internacionais de energia.

Panorama Completo das Taxas dos DIs no Fechamento

A tabela abaixo apresenta o comportamento das taxas dos principais contratos de DI no fim da tarde desta quinta-feira:

  • DI Janeiro/2027: 14,12% (anterior: 13,986%) – variação de 0,134 ponto percentual
  • DI Janeiro/2028: 13,685% (anterior: 13,426%) – variação de 0,259 ponto percentual
  • DI Janeiro/2029: 13,54% (anterior: 13,269%) – variação de 0,271 ponto percentual
  • DI Janeiro/2030: 13,555% (anterior: 13,313%) – variação de 0,242 ponto percentual
  • DI Janeiro/2031: 13,58% (anterior: 13,361%) – variação de 0,219 ponto percentual
  • DI Janeiro/2035: 13,645% (anterior: 13,47%) – variação de 0,175 ponto percentual

As variações expressivas observadas em todos os vencimentos evidenciam a sensibilidade do mercado brasileiro aos desenvolvimentos geopolíticos internacionais e suas possíveis repercussões sobre a política monetária doméstica.

Perspectivas para os Próximos Dias

O mercado de renda fixa permanece atento aos desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã, que seguem como principal fonte de volatilidade para os ativos financeiros globais. Qualquer sinal de escalada ou distensão do conflito poderá provocar novos ajustes nas taxas dos DIs.

No âmbito doméstico, a atenção dos investidores volta-se para a reunião do Copom na próxima semana. A decisão sobre a magnitude do corte da Selic será crucial para definir a trajetória das taxas de juros futuros nos próximos meses. Adicionalmente, os agentes financeiros monitoram a efetividade das medidas anunciadas pelo governo para conter os preços dos combustíveis e seus potenciais efeitos sobre as expectativas inflacionárias.

Este artigo é de natureza jornalística e informativa. Não constitui recomendação de investimento. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões financeiras.

Fonte: InfoMoney

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