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Petróleo Brent sobe 4,7% com impasse em negociações EUA-Irã

O mercado internacional de petróleo registrou forte valorização nesta quinta-feira, 16 de abril, impulsionado pela crescente incerteza quanto ao desfecho das negociações entre Estados Unidos e Irã. A falta de sinais concretos de avanço nas tratativas e o aumento do ceticismo dos investidores em relação às declarações do presidente norte-americano Donald Trump sobre o conflito provocaram movimento expressivo nos preços da commodity energética.

O petróleo WTI para maio, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), encerrou o pregão com alta de 3,72%, equivalente a US$ 3,40, cotado a US$ 94,69 o barril. Já o Brent para junho, comercializado na Intercontinental Exchange (ICE), apresentou valorização ainda mais acentuada de 4,7%, correspondente a US$ 4,46, atingindo US$ 99,39 o barril.

Negociações entre EUA e Irã sem data definida

A aceleração da alta no pregão ocorreu em meio a relatos de autoridades do Paquistão indicando que não há data marcada para uma nova rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã. Esta informação contrasta diretamente com declarações recentes do presidente Trump, que voltou a afirmar nesta quinta-feira que representantes dos dois países poderiam se reunir neste final de semana.

Segundo o presidente norte-americano, as tratativas anteriores realizadas no último fim de semana no Paquistão fracassaram, mas os EUA estariam mantendo uma ótima relação com o Irã. Trump afirmou ainda que o país teria concordado com quase tudo do que foi proposto nas negociações.

A Capital Economics avalia que as esperanças de extensão do cessar-fogo estão crescendo à medida que as negociações continuam, embora os desafios permaneçam significativos.

Cessar-fogo se aproxima do fim sem solução definitiva

Com a proximidade do término do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, previsto para terça-feira, 21 de abril, alguns líderes do Golfo Pérsico e da Europa avaliam que uma solução definitiva pode levar aproximadamente seis meses para ser alcançada. De acordo com informações da Bloomberg, a trégua seria prorrogada por um tempo suficiente para cobrir esse período de negociações mais extensas.

O secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, afirmou que as forças dos EUA estão prontas para retomar o combate caso o Irã não chegue a um acordo. Segundo Hegseth, o país terá infraestrutura e energia atingidas se recusar o pacto, com militares preparando a interceptação de navios em águas internacionais.

No front do Líbano, Trump anunciou nesta quinta-feira que os líderes do país e de Israel concordaram com um cessar-fogo de 10 dias, sinalizando possíveis avanços em outras frentes do conflito regional.

Análise de mercado aponta ceticismo crescente

Bruno Cordeiro, analista de inteligência de mercado da Stonex, identifica na alta do petróleo um movimento que reflete o ceticismo crescente do mercado sobre a capacidade das negociações EUA-Irã de produzir um acordo rápido o suficiente para normalizar os fluxos pelo Estreito de Hormuz, rota crítica para o transporte global de petróleo.

A Capital Economics reforça que os preços da energia provavelmente subirão ainda mais caso a guerra se prolongue além do período previsto para as negociações. Esta perspectiva tem mantido os investidores em estado de alerta, influenciando as cotações da commodity nos mercados internacionais.

Impactos na Europa e movimentos na Venezuela

O impacto da alta do petróleo decorrente da guerra segue pressionando os preços de energia em diversas regiões. O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, alertou nesta quinta-feira que a Europa dispõe de talvez umas seis semanas, mais ou menos, de combustível de aviação, evidenciando a vulnerabilidade do continente diante da situação geopolítica atual.

Enquanto isso, na Venezuela, a espanhola Repsol anunciou um acordo com o governo e a estatal PDVSA para reassumir o controle operacional de ativos no país. Este movimento abre caminho para elevar a produção de petróleo venezuelana, potencialmente contribuindo para maior oferta global da commodity em momento de tensões no fornecimento.

Variações acumuladas desde o início do conflito

Desde o dia 27 de fevereiro, início do conflito, os ativos relacionados ao setor energético e os mercados financeiros apresentaram movimentos significativos. O petróleo WTI acumulou valorização de 37,84%, saindo de US$ 67,02 para US$ 92,38 o barril até 16 de abril. O Brent, por sua vez, registrou alta de 23,05% no mesmo período, partindo de US$ 72,48 para US$ 89,19 o barril.

No mercado acionário brasileiro, o Ibovespa apresentou ganho de 4,74%, subindo de 188.787 pontos para 197.738 pontos. As ações da Petrobras (PETR4) valorizaram 19,22%, passando de R$ 39,33 para R$ 46,89. Já o índice S&P 500 registrou alta de 2,09%, avançando de 6.878,88 pontos para 7.022,95 pontos no período analisado.

Perspectivas para os próximos dias

O mercado de petróleo deverá permanecer atento aos desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã nos próximos dias, especialmente com a aproximação do término do cessar-fogo na próxima terça-feira. A confirmação ou não de uma nova rodada de tratativas neste final de semana poderá provocar volatilidade adicional nos preços da commodity.

Analistas destacam que a prorrogação da trégua por período mais extenso, conforme avaliado por líderes do Golfo Pérsico e da Europa, representaria alívio temporário para os mercados. Contudo, a ausência de sinais concretos de acordo definitivo mantém o cenário de incerteza e sustenta os preços elevados do petróleo nos mercados internacionais.

Este artigo é de natureza jornalística e informativa. Não constitui recomendação de investimento. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões financeiras.

Fonte: InfoMoney

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