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Varejo brasileiro cresce 5,5% em março de 2025, aponta Stone

O varejo brasileiro apresentou sinais de recuperação em março de 2025, com crescimento de 5,5% nas vendas em relação ao mês anterior, segundo dados do Índice do Varejo Stone (IVS). O estudo, que acompanha mensalmente a movimentação do comércio nacional, também registrou alta de 6,4% na comparação anual. No acumulado do primeiro trimestre de 2025, o setor registrou expansão de 2,4% em relação aos primeiros três meses de 2024.

Retomada parcial após recuo de fevereiro

De acordo com Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, os números de março representam uma retomada parcial após o desempenho negativo registrado em fevereiro. No entanto, o especialista ressalta que os resultados ainda não alteram o cenário mais amplo do setor varejista brasileiro.

“Março mostra uma retomada do consumo após o recuo registrado em fevereiro, mas o ambiente ainda é desafiador para o varejo. O mercado de trabalho segue forte e a renda continua crescendo, o que ajuda a sustentar as vendas, mas o alto nível de endividamento das famílias e o crédito mais caro ainda limitam uma recuperação mais consistente”, afirma Freitas.

O economista destaca que, apesar do crescimento no acumulado do primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, o nível de atividade comercial ainda permanece abaixo do observado no final de 2025.

Combustíveis lideram crescimento entre segmentos

A análise setorial revela que segmentos mais vinculados à renda apresentaram desempenho superior àqueles que dependem mais intensamente de crédito. No recorte mensal, todos os oito segmentos analisados pelo IVS registraram crescimento em março de 2025.

Crescimento por segmento em março (mensal):

  • Combustíveis e Lubrificantes: 13,7%
  • Livros, Jornais, Revistas e Papelaria: 9,2%
  • Móveis e Eletrodomésticos: 5,2%
  • Material de Construção: 4,8%
  • Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico: 4,1%
  • Tecidos, Vestuário e Calçados: 3,3%
  • Artigos Farmacêuticos: 2,1%
  • Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo: 0,3%

O setor de Combustíveis e Lubrificantes se destacou com a maior alta mensal, registrando expansão de 13,7%. Este resultado foi determinante para puxar o desempenho geral do varejo no período analisado.

Desempenho anual mostra sete segmentos em crescimento

Na comparação anual, sete dos oito segmentos analisados apresentaram crescimento. Combustíveis e Lubrificantes também liderou este recorte com alta de 10,6%, seguido por Material de Construção com 9,4% e Artigos Farmacêuticos com 8,9%.

Variação anual por segmento:

  • Combustíveis e Lubrificantes: 10,6%
  • Material de Construção: 9,4%
  • Artigos Farmacêuticos: 8,9%
  • Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico: 6,4%
  • Móveis e Eletrodomésticos: 4,9%
  • Tecidos, Vestuário e Calçados: 4,5%
  • Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo: 1,3%
  • Livros, Jornais, Revistas e Papelaria: -2,2%

O único segmento a registrar retração foi Livros, Jornais, Revistas e Papelaria, com queda de 2,2% na comparação anual, refletindo as mudanças nos hábitos de consumo e a migração para plataformas digitais.

Todas as unidades da federação registram crescimento

No recorte regional, o desempenho de março foi marcado por crescimento disseminado em todas as unidades da federação na comparação anual. Sergipe liderou com expansão de 12,6%, seguido por Pernambuco com 9,3% e Pará com 8,4%.

O Nordeste se destacou como região de melhor desempenho, puxado especialmente por Sergipe e Pernambuco. O Sudeste também apresentou avanços significativos, com destaque para o Rio de Janeiro, que registrou crescimento de 8,1%.

Estados com maiores variações anuais em março:

  • Sergipe: 12,6%
  • Pernambuco: 9,3%
  • Pará: 8,4%
  • Rio de Janeiro: 8,1%
  • Paraíba: 7,1%
  • Piauí: 6,9%
  • Acre: 6,5%
  • Rio Grande do Norte: 5,2%
  • Espírito Santo: 5%
  • Rio Grande do Sul: 4,7%

Entre os estados com menor crescimento estão Mato Grosso do Sul (0,1%), Alagoas (0,9%) e Santa Catarina (1,1%). São Paulo, Amazonas e Mato Grosso registraram expansão de 2,4%, enquanto o Distrito Federal, Paraná e Rondônia apresentaram alta de 2,3%.

Centro-Oeste com crescimento mais moderado

Guilherme Freitas analisa que, apesar do crescimento disseminado em todas as unidades federativas, o ritmo de expansão varia consideravelmente entre as regiões brasileiras. O Centro-Oeste, em particular, apresentou crescimento mais moderado em relação às demais regiões.

“O fato de todas as unidades da federação apresentarem crescimento indica um desempenho mais disseminado das vendas em relação ao mesmo período do ano passado, com destaque para o Nordeste e também para o avanço observado no Sudeste. Ainda assim, o ritmo de expansão varia entre as regiões, com o Centro-Oeste apresentando crescimento mais moderado”, avalia o economista.

Desafios estruturais limitam recuperação consistente

Apesar dos sinais positivos observados em março, o varejo brasileiro ainda enfrenta obstáculos estruturais que dificultam uma recuperação mais robusta e sustentável. O alto nível de endividamento das famílias brasileiras e o crédito mais caro continuam sendo fatores limitantes para o consumo.

Por outro lado, o mercado de trabalho aquecido e o crescimento da renda contribuem para sustentar as vendas do comércio varejista. Esse cenário dual cria um ambiente misto, onde setores dependentes de renda apresentam melhor desempenho que aqueles mais sensíveis ao crédito.

Perspectivas para os próximos meses

Olhando para frente, o economista da Stone destaca que o início do ciclo de corte de juros em março representa um ponto positivo que pode ajudar a destravar o consumo ao longo do ano. No entanto, os efeitos dessa mudança na política monetária ainda não foram sentidos nos números do varejo.

“O início do corte de juros em março é um ponto positivo e pode ajudar a destravar o consumo ao longo do ano, mas seus efeitos ainda não foram sentidos. Por enquanto, a tendência é de que o varejo continue apresentando resultados mistos nos próximos meses”, projeta Freitas.

A consolidação da recuperação do varejo brasileiro dependerá da continuidade dos resultados positivos nos próximos meses, da efetividade da política monetária em estimular o consumo e da capacidade das famílias em equilibrar endividamento e consumo em um cenário de crédito ainda restritivo.

Este artigo é de natureza jornalística e informativa. Não constitui recomendação de investimento. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões financeiras.

Fonte: InfoMoney

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